Gestão de conflitos na escola contemporânea: a cultura da paz não é só teoria?

“A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos.” Albert Einstein.

Em muitos casos, a ansiedade e o foco somente nos resultados para rankings deixam a ambiência escolar com um clima tenso. Cabe à equipe gestora usar sua inteligência corporativa para promover a tão discutida “cultura da paz”, balizando com a comunidade educativa o uso da emoção e da razão, com critérios bem estabelecidos em tempos de depressão e autoextermínio de adolescentes.

Toda escola, lida com a diversidade de pessoas, interesses e objetivos. Os estudantes em fase de formação, em muitos casos, realizam constantes críticas à estrutura, funcionamento e relações com os adultos do processo que tem como missão estabelecer limites às crianças e adolescentes que atendem. O papel da escola não é bajular alunos, mas escolarizá-los e em parceria com as famílias educá-los.

A equipe gestora é responsável por conduzir com serenidade as adversidades e instabilidades, gerenciando os conflitos alunos X instituição, transformando, críticas em colaboração criativa. Muitas famílias necessitam abrir-se ao desafiante papel de educar no século 21. Cresce, em todo o país, o uso das redes sociais para fomentar atritos entre responsáveis pelos alunos e escolas. O caminho do equilíbrio deverá ser uma parceria entre escola e famílias.

Os pais e responsáveis dos alunos em diversas situações dialogam com a gestão e colaboradores da escola como se fossem apenas clientes, trata-se do “complexo de Lady Kate” – dona do bordão: “eu tô pagando” (Programa Zorra Total – Rede Globo). Na verdade é papel dos gestores convidar os pais e responsáveis a se tornarem parceiros no processo de letramento acadêmico, ético e emocional. Neste aspecto, o gerenciamento de conflitos, deve se dar com gentileza e assertividade, caracterizando o papel de cada sujeito social, frente à missão educacional, cada dia, mais desafiante. A definição de fronteiras e a convicção de que a educação não pode ser terceirizada, mas, compartilhada, auxilia na gestão de conflitos.

Os colaboradores da escola necessitam receber formação continuada para lidar com a clientela (alunos, pais e responsáveis) e com seus pares e parceiros. Nesse caso, específico, a comunicação deve ser clara, constante e alinhada, a fim de definir papéis e evitar ingerências. Problemas adiados, geram conflitos aumentados da zeladoria a diretoria, por isso, a ação preventiva é vital para a disseminação da cultura da paz na escola.

Os professores e professoras, são a “alma” da escola e, necessitam ser selecionados e contratados, tendo em vista a missão, visão e valores da instituição. Por serem os principais agentes de pacificação e gestão de conflitos, pois, lidam diariamente e diretamente, com os alunos, que são a parte imatura do contexto escolar. Nesse sentido, esses atores sociais, devem ser valorizados, reconhecidos, capacitados e motivados, para cumprirem sua missão, com inteligência emocional e racionalidade.

O gestor do século 21 tem a demanda de realizar uma governança corporativa e multifocal, atentando, para a leitura institucional que é repleta de detalhes. Escutar e observar são palavras-chaves para ler os ditos e não ditos do processo de gestão de pessoas e projetos. Uma realidade é inegável: para gestores “tagarelas” a realidade não se revela. Escuta é fundamental!

A escola faz parte de uma comunidade e é adequado que estabeleça relações colaborativas com as instituições e pessoas de seu entorno, sempre aberta ao seu contexto. O contato deve ser ativo tanto no campo presencial, quanto no virtual, não se esquecendo de atualizar os discursos em seu site e em suas diversas redes sociais. A escola deve ficar on-line, pois educa e interage, com nativos digitais e um coletivo conectado. O conceito de comunidade se ampliou com as novas tecnologias.

Temos aprendido em nossas consultorias pela Causa/Movimento Educação é o Alvo que a gestão de conflitos requer a competência socioemocional e a arte da pedagogia da pergunta para diagnosticar, entender e planejar ações a fim de solucionar situações-problemas que emergem no cotidiano da escola. Agir com foco nos fatos é uma virtude da gestão que pleiteia a cultura da paz que precisa deixar de ser teoria e se tornar prática institucional.

Podemos conversar mais sobre isso?

Fonte: https://direcionalescolas.com.br/gestao-de-conflitos-na-escola-contemporanea-a-cultura-da-paz-nao-e-so-teoria/

 

Luiz Rodrigo Boiko
Sobre Diretor Luiz 3 Artigos
Possui Licenciatura Plena em História pela UNISA (2005), Licenciatura Plena em Geografia pela UNIMES (2008), Licenciatura Plena em Pedagogia pela Faculdade Brasil (2015). Aperfeiçoamento em História, Sociedade e Cultura pela PUC/SP (2008), Especialização em Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva pela UNESP (2015), Especialização em Didática do Ensino Superior pela Faculdade Brasil (2016), Especialização em Gestão Escolar e Práticas Pedagógicas pela UCAM (2019). Atua como Diretor Escolar efetivo pela SEE/SP na Escola Estadual Prof. Renato Braga e Educador Holístico em cursos e palestras para instituições de ensino, docentes e estudantes. Possui formação em Educação e Espiritualidade, Educação em Diretos Humanos, Coaching, Liderança e Inteligência Emocional. É Mestre em Kahuna Healing & Ho´Oponopono, e Bioterapeuta Holístico pelo Instituto Terceira Visão.